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Demanda chinesa sustenta altas de 2,6% para a soja em Chicago, mas clima permanece em foco

Publicado em 22/08/2022 17:04 e atualizado em 22/08/2022 18:03
Eduardo Vanin - Analista de Mercado da Agrinvest
Agrinvest destaca que condições climáticas na China serão determinantes para tamanho da demanda do país asiático, clima nos Estados Unidos podem modificar a oferta norte-americana e possibilidade elevada de La Niña pode prejudicar safra 22/23 da América do Sul

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A segunda-feira (22) terminou com a soja subindo mais de 30 pontos entre os contratos mais negociados na Bolsa de Chicago, dando continuidade ao forte movimento de avanço registrado no final da semana passada. E os ganhos se deram, como explicou o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities, mesmo com um clima mais bebéfico nos EUA. 

"Os mapas dp modelo europeu tem acertado, com mais chuvas, temperaturas mais amenas, e mesmo assim a soja tem subido", diz. "E o principal ponto são sinais de que a demanda vai dar uma esquentada, a demanda chinesa por soja", complementa. Na análise de Vanin estão o aumento da produção de rações, melhora expressiva das margens da suinocultura e perspectivas melhores, portanto, das compras da nação asiática não só nos EUA, mas também no Braisl e na Argentina. 

Neste momento, a oleaginosa americana se mostra mais competitiva - o que contribui ainda mais para a busca da China por soja nos EUA - para a janela de setembro a dezembro, cerca de 40 centavos de dólar por bushel, o que pode continuar estimulando o programa americano de exportação. 

Assim, para o analista, ao menos até o relatório de setembro do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o clima no Meio-Oeste americano será determinante para o caminhar das cotações, quando aos poucos os traders começarão a dar mais espaço às informações de demanda, em especial se o apetite da China de fato se confirmar maior. 

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MERCADO BRASILEIRO

Com as altas fortes em Chicago e o dólar estável, o movimento foi positivo também para o produtor brasileiro, segundo explica Vanin. "A grande questão é se essa tendência vai continuar", diz. A moeda americana terminou o dia com R$ 5,17 e baixa de 0,03%. 

Assim, no mercado brasileiro, as altas entre as principais praças de comercialização subiram até 1,95%, como foi o caso de Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, levando a saca a R$ 157,00. Em Maracaju, no Mato Grosso do Sul, a disparada foi de 3,01% para R$ 171,00 e em Campo Grande, de 3,64%, para também voltar aos R$ 171,00 por saca no físico. 

Nos portos, as referências subiram mais de 0,5% em Rio Grande e Paranaguá, voltando a operar acima dos R$ 190,00 por saca. 

Para o produtor brasileiro, o analista afirma que para a sequência dos novos negócios se dá também com atenções redobradas sobre o clima também na América do Sul para o início da nova safra, inclusive com a possibilidade de mais um ano de La Niña.

"Se o clima for bem e o Brasil tiver um aumento de área como está sendo estimado, teremos uma safra muito grande e um programa de exportação grande também. Aí, a soja brasileira concorre com a americana no ano que vem, inclusive no programa americano - que é de setembro a janeiro. E se o Brasil tiver um grande programa, podemos ter pressão no prêmio e pressão em Chicago. O produtor tem que ficar muito atento a este início de plantio e clima aqui na América do Sul", detalha o Eduardo Vanin. 

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Por:
Guilherme Dorigatti e Carla Mendes
Fonte:
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